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domingo, 2 de julho de 2017

TBR | Book Bingo Leituras ao Sol

O Book Bingo Leituras ao Sol é um desafio que dura do dia 21 de Junho de 2017 e acaba a 22 de Setembro. O #BookBingoLeiturasAoSol foi criado pela Isa do blog Jardim de Mil Histórias, pela Sara do blog O Encanto das Histórias e pela Patrícia do blog e canal O Prazer das Coisas. O objectivo principal é fazer uma linha na horizontal, vertical ou diagonal (e quem conseguir preencher o cartão todo), sendo que não se pode associar um livro a mais do que uma categoria, de forma a ser justo para toda a gente! Deixo aqui o cartão do bingo e para saberem quais os livros que vou ler para cada categoria basta verem o vídeo da TBR!




sábado, 27 de maio de 2017

Opinião | Boneca de Luxo, Truman Capote

FICHA TÉCNICA
Título: Boneca de Luxo
Autor: Truman Capote
Colecção: Mil Folhas - Nº 22
Editora: Público
Data: 2002
Páginas: 96
SINOPSE
Em 1958, numa América ainda não imune ao espectro da guerra fria e já marcada por uma certa ânsia de transgressão, Boneca de Luxo parecia combustanciar verdadeiramenteo espírito da época e, ao mesmo tempo, propor uma filosofia de vida capaz de converter os modelos severos de moral puritana numa prática pura de alegria, da "irreflexão", da vitalidade.
Holly Golightly, a extraordinára protagonista, é uma rapariga alegremente avessa às convenções sociais e às conveniências, que se orienta nas sua opções por uma profunda moralidade, feita de solidariedade, de gestos generosos, de absoluta falta de malícia, e que, precisamente por isso, infringe as obtusas normas de moral burguesa. Com a pequena corte de indivíduos "esquisitos" de que se rodeia, constitui um núcleo que involuntariamente prefigura uma socialidade diferente, mais aberta e, afinal de contas, mais feliz. Mas o mundo que a circunda não aceita facilmente a sua ingénua atitude contra a corrente, e Holly será obrigada a pagar por isso: envolvida sem culpa numa questão de droga, acabará por se libertar, mas será abandonada pelo homem com quem estava para casar. E, todavia, o conformismo não triunfa, já que a rapariga parte, pronta a recomeçar a sua vida noutro lado, com uma carga vital quiçá acrescida.
Divertido, fascinante, perfeitamente equilibrado do ponto de vista estilístico, este romance é, sem dúvida, a obra mais feliz e agradável da actividade literária de Truman Capote - apesar de estarmos na presença de um apaixonado e firme empenho de denúncia civil.

OPINIÃO

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Opinião: Adulthood is a Myth, Sarah Andersen

(@blogthebookmark)



Is adulthood an exciting new challenge for which you feel fully prepared? 

Ugh. Please go away.






Eis a primeira leitura do ano de 2017! Um livro de comics, fininho (109 páginas), bastante divertido e com uma temática que vai ser dominante na minha vida a partir deste ano - a passagem para a vida adulta! Apesar de ser esse o título e mote para a obra, verifiquei que a maioria das situações surgem ainda antes desta fase, havendo referências escolares, por exemplo... Para além disso nunca é referida a idade da personagem principal (que parto do princípio que seja baseada na autora cuja idade é 24 anos). Ainda que já não me reveja em muitas das situações, recordei-as como sendo passadas e ri-me pelo facto de muitas das situações serem tão comuns a toda a gente. Os cartoons são simples mas muito bem concebidos, com imensa expressividade que, em alguns casos, quase não era preciso texto a acompanhar! 
É uma leitura que recomendo acima de tudo para quem esteja a concluir o ensino secundário, siga ou não estudos universitários, pois a meu ver é essa a fase de crescimento mais explorada na obra!
Contudo, dei 4 estrelas no goodreads, sendo que pessoalmente é mais um 3,5 porque estava à espera de algo um pouco mais maduro, não retirando o mérito que a obra tem!

domingo, 1 de janeiro de 2017

Resoluções Literárias para 2017

Antes de mais quero desejar um ano muito feliz e recheado de boas leituras a toda a gente que aqui passa neste cantinho!
O post de hoje traz alguns dos objectivos que quero estipular para 2017, falar de projectos que já aderi e que vão decorrer ao longo deste ano, assim como mostrar a TBR completa de livros que já tenho nas minhas estantes há algum tempo em lista de espera para serem lidos, como podem ver no vídeo a seguir:


O vídeo das resoluções literárias:



Ler 24 livros, 2 por mês; (Desafio do Goodreads)
Ler mais clássicos; (Grupo do Clube dos Clássicos Vivos)
Ler livros da TBR e comprar menos; (Projecto 5+1)
Participar em pelo menos 6 maratonas literárias;
Começar a fazer vídeos de opinião;
Continuar com o blog, o canal do youtube e o instagram.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Opinião: Weird Things Customers Say in Bookshops, Jen Campbell

Recebi este livro no Natal e estava na minha wishlist há imenso tempo. Se há coisa que gosto é livros sobre livros (ou livrarias)! Este livro basicamente é uma compilação de conversas de clientes com livreiros em várias livrarias (a maior parte do Reino Unido, mas também algumas de vários cantos do planeta). No entanto, estas conversas são absolutamente hilariantes! Desde diálogos infelizes por falta de cultura literária, outros por mero desinteresse e ignorância, outros simplesmente absurdos... há de tudo! Para além de conversas há também situações caricatas como pedirem um agrafador e fugir com ele, etc. 
Confesso que soltei gargalhadas com este livrinho e fiquei triste por ter acabado num instante (só tem 128 páginas...), no entanto há um segundo livro a dar continuidade ao primeiro e hei-de arranjar em breve. Dei por mim, volta e meia, a ir ter com a minha mãe e traduzir-lhe alguns dos diálogos (creio que este livro ainda não foi traduzido e publicado em Portugal) para ela se rir também, no entanto, a escrita inglesa neste livro é bastante simples e acessível, para além de que contém ilustrações que complementam o sentido de humor presente na escrita.
Assim sendo, dei 4 estrelas no goodreads, a escorregar para o 4,5 porque realmente é uma ideia bastante original e que ainda deve ter dado algum trabalho a recolha de conteúdo com outras livrarias, além de que é exactamente aquilo que o título e a capa do livro promete e para mim isso é um ponto importante! Recomendo a quem queira uma leitura rápida e bastante divertida, além disso temos a vantagem de ainda obter algumas recomendações literárias de obras que vão sendo mencionadas (ex. "When Hitler Stole Pink Rabbit").

domingo, 18 de dezembro de 2016

Opinião: O Cântico de Natal, Charles Dickens

Este pequeníssimo conto (108 páginas) relata uma história de redefinição de valores e o verdadeiro significado de Natal que Scrooge, um homem avarento e sem coração, compreende através da aparição de três Espíritos de Natal, o Passado, o Presente e o Futuro. Estes três espectros, cada um à sua maneira, alteram a maneira de ser e pensar de Ebenezer Scrooge ao ser espectador de memórias passadas que trazem sentimentos a este personagem aparentemente insensível; de situações presentes que fazem com que Scrooge transfira esses sentimentos nos outros, especialmente nos mais pobres e nos mais próximos de si, havendo uma compaixão que antes não era visível; e, por fim, o último Espírito faz com que Scrooge queira realmente alterar o seu futuro trágico, dando-lhe uma segunda oportunidade.
A história é bastante bonita, a meu ver há um simbolismo muito forte entre os três Espíritos e os próprios Reis Magos, pois estão a oferecer algo de muito bonito e importante a Scrooge que tem a oportunidade de renascer no dia de Natal como um homem novo e bom.
Para além disto, e provavelmente o que apreciei mais nesta leitura foi, sem qualquer dúvida, a escrita magnífica e elegante de Charles Dickens! Confesso que no início, tal como em qualquer clássico com uma escrita mais poética, erudita e descritiva, custou-me um pouco ter um ritmo de leitura normal, com um dicionário ao lado para verificar uma ou outra palavra. No entanto, as belas descrições que remetem para tempos mais passados que a minha existência, mas que me fazem sentir presente na acção são dos principais motivos pelo qual gosto de ler clássicos e não deveria ter tanto medo de os ler mais frequentemente.

No Goodreads dei quatro estrelas, foi uma leitura rápida e agradável que recomendo a qualquer pessoa, principalmente nesta época festiva!

Citações:
"Os meus negócios deviam ter sido os próprios de um homem. A salvação da humanidade é que deveria ter sido o meu negócio; a caridade, a misericórdia, a tolerância e a benevolência, esses é que deveriam ter sido os meus negócios;(...)" Jacob Marley, p. 27.
"Graças a uma compensação sublime, análoga a tantas outras deste mundo, assim como a dor e as lágrimas são comunicativas, também o riso e o bom humor são irresistivelmente contagiosos." p. 70.
"Que importa que a mão seja pesada e caia quando a larguem, se em vida foi aberta, generosa e fiel; que importa que o coração não bata, se em vida pertenceu a um homem?" p. 89.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Opinião: Dash and Lily's Book of Dares, David Levithan & Rachel Cohn

A história centra-se em duas personagens adolescentes no cenário de Nova Iorque: Lily de 16 anos que costuma passar o Natal com a sua família, no entanto, este ano apenas o passa com o seu irmão e o namorado deste; Dash de 17 anos que decide passar o Natal sozinho ao mentir aos seus pais divorciados dizendo a cada um que irá passar a época festiva com o outro. O irmão de Lily acha que esta se encontra na altura de viver um romance e decide deixar um caderno vermelho com dicas, junto a um dos livros preferidos de Lily na livraria Strand. 
Dash, frequentador assíduo da mesma, acaba por encontrar o caderno e, ao invés de o voltar a colocar na estante como pedido, fica com ele e entrega ao rapaz do balcão uma série de pistas onde Lily poderá reencontrar o caderno.
O enredo prolonga-se nesta caça ao "tesouro" entre ambos que se vão conhecendo melhor e transmitindo os seus sentimentos nas páginas do caderno vermelho, originando algumas aventuras caricatas.
O livro foi escrito por dois autores, David Levithan que escreveu na perspectiva de Dash e Rachel Cohn que deu vida às particularidades de Lily. Como tal, a leitura torna-se bastante dinâmica e interessante pelo facto de existirem dois pontos de vista com uma escrita diferente em ambos. Apesar de me rever mais na personagem de Lily, pelo facto de ela adorar o Natal, ser muito chegada à família, adorar animais, usar óculos, achar que é a rapariga estranha e anti-social, gostei muito mais de ler as passagens de Dash, talvez também por gostar mais da escrita de David Levithan de quem já li previamente o "Every Day" tendo também gostado muito.
Apesar de tudo, também há algumas coisas que gostava que fossem diferentes no livro: gostava que não tivesse sido logo o Dash a pegar no caderno, acho que teria sido engraçado incluir uma situação qualquer de alguém que pegasse no caderno e não fosse a pessoa indicada, porque se já é demasiada coincidência o rapaz perfeito ter ido ao encontro do caderno, ainda é mais tendo sido o primeiro!; Acho que a personagem da Sofia surgiu um bocado forçada, a meu ver não há muito em que ela tenha contribuído para a história... Por fim, a maneira como o Dash e a Lily falam, às vezes, é demasiado erudita para dois adolescentes que, apesar de até gostarem muito de livrarias e de ler, é um bocado inverosímil alguém com menos de 20 anos falar assim no dia-a-dia...
Apesar de tudo, acho que é uma leitura simples, divertida e até com um conceito original, bastante apropriada para esta altura do ano, uma vez que a própria história decorre ao longo do natal e ano novo. Dei quatro estrelas no goodreads.

Algumas das minhas citações preferidas:
"But whether or not you are here, you are here - because these words are for you, and they wouldn't exist if you weren't here in some way." (Dash, p. 112)
"The important people in our lives leave imprints. They may stay or go in the physical realm, but they are always there in your heart, because they helped form your heart." (Lily, p. 274)

sábado, 22 de outubro de 2016

Opinião: O lar da senhora Peregrine para crianças peculiares, Ramson Riggs

Já há bastante tempo que andava curiosa por esta trilogia, no entanto, medricas como sou, fui adiando até que chegou a oportunidade perfeita para o ler, a Spook-A-Thon. Acabei por descobrir, à medida que ia lendo, que o livro cria todo o tipo de sentimentos excepto o de medo! Jacob, o nosso personagem principal de 16 anos, ao longo da sua infância vai ouvindo histórias do seu avô sobre um lar numa ilha misteriosa, onde moram crianças com características um pouco peculiares. Apesar de à medida que vai crescendo ir deixando de acreditar nessas histórias, a morte do seu avô em circunstâncias um pouco duvidosas fazem com que Jacob viaje até Cairnholm e se depare com uma realidade que poderá ser mais trágica do que parece. Confesso que o livro estava longe de ser aquilo que eu esperava e o meu processo de leitura foi um pouco estranho. Devorei o livro até cerca de metade e estava a adorar cada pedacinho! Adorei o facto de o autor ter demorado o seu tempo a contextualizar a relação entre avô e neto, achei muito interessante a forma como Jacob questionou todos os detalhes da parte fantasiosa que o enredo tem, dando hipóteses que o próprio leitor ia colocando, tornando a história um pouco mais credível, é tudo tão bem explicado e o facto de ser ilustrado por fotografias não manipuladas torna tudo tão mais cativante! 
A meio da minha leitura fui ao cinema ver a adaptação dirigida por Tim Burton,  um pouco a medo de perder o interesse na minha leitura visto que ia saber o final do livro através do filme. Confesso que a parte do filme que correspondia ao que já tinha lido me deixou um bocado desiludida, talvez pela maneira como gosto de ver as coisas certinhas e o filme adulterou algumas partes do livro, no entanto, assim que o desconhecido me despertou a atenção fiquei completamente agarrada. Adorei imenso o seguimento da história e a forma como as personagens utilizavam os seus dons e se uniam para derrotar o inimigo! Quando retomei a minha leitura, apercebi-me que a história já não tinha nada a ver com o filme! Por um lado isso foi bom pois continuei na expectativa de descobrir mais e mais da história à medida que as páginas passavam, no entanto confesso que gostei mais desenvolvimento da história no filme que da do livro... Creio que foi uma abordagem muito mais interessante e aproveitou melhor a densidade de todas as personagens bem como as suas peculiaridades do que no livro que se centrou mais em duas ou três e os outros ficaram a olhar... Talvez isto se explique pelo facto do livro estar inserido numa trilogia, sendo que o final ficou em aberto pois a história irá continuar no segundo volume, sendo que o filme teve um final fechado pelo que suponho que a adaptação cinematográfica tenha terminado por aqui...
Assim sendo, gostei mais da primeira metade da história pelo livro e mais da segunda metade pelo filme, se é que me faço entender, se calhar só para quem já estiver a par dos dois isto fará algum sentido... seja como for recomendo a leitura, dei quatro estrelas no goodreads!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Spook-A-Thon: Maratona Literária | TBR

Outubro, o mês do outono e do halloween, traz consigo uma nova maratona literária criada pela Elsa e pela Filipa. Esta maratona decorre durante o mês inteiro e suscitou-me um particular interesse por variados motivos: o meu estágio e relatório chegam ao fim, pelo que tenho mais tempo e vontade de me distrair com umas boas leituras; é uma maratona temática e com vários desafios, deixando-me mais motivada para ler; é uma excelente oportunidade para finalmente enfrentar o meu lado medricas com umas leituras mais misteriosas e assustadoras! Mas sem mais demoras apresento a lista de desafios e respetiva lista de livros que escolhi para cada um.


1 – Livro com título ou capa que te assuste
2 – Livro que tenha uma história com fantasmas, bruxas, fadas, magia ou outras criaturas fantásticas
3 – Vai à livraria/biblioteca, a uma estante à tua escolha, da esquerda para a direita escolhe o 13º livro, é esse que vais ler. Se não te der jeito, vai à tua tbr, pede a alguém que alinhe os livros com as lombadas para dentro, e escolhe o 6º ou o 13º livro
4 – Ler um conto de Edgar Allan Poe ou uma lenda portuguesa (desafio obrigatório)
  • A Lenda do Monte da Dor (Lendas de Mouros e Mouras, Lendas Portuguesas) de vários autores.
5 - Escolhe um livro da tua estante, tira uma foto do livro , coloca na foto objectos que mostrem aos outros leitores sobre o que trata o livro (desafio obrigatório)

6 – Sabes aquele livro que viste na estante de alguém e tinhas pensado em nunca ler??? Pega nele e lê 
7 – Escolhe uma citação ou frase de um livro que tenhas lido recentemente, escreve-a nas redes sociais (na página da spook-a-thon), e explica aos leitores por que é que escolheste essa frase (desafio obrigatório)

8 – Desafio aberto : ler um livro de fantasia de um autor português.


domingo, 18 de setembro de 2016

Opinião: Orange, the complete collection 1 & 2

Comecei a ler o manga Orange porque também tinha começado a ver o anime e suscitou-me interesse e vontade de finalmente experimentar ler um manga. Confesso que fiquei um pouco assustada ao ver o volume dos dois livros, mas assim que comecei a ler e me apercebi do quão rápido se lê um manga foi difícil até fazer pausas na leitura. Uma coisa que me mete um pouco de impressão é o facto de não ter páginas e não conseguir acompanhar a evolução da leitura no goodreads, pela primeira vez já há muito tempo limitei-me a confiar no marcador de livros com que ia assinalando a página em que ficava em cada pausa.
Agora concentrando-me mais no enredo da obra: Orange conta a história de seis amigos no secundário, sendo que cinco deles, certo dia, recebem cartas deles próprios escritas 10 anos no futuro a pedir que tomem conta de Kakeru, o sexto amigo, um rapaz que se transfere e de quem eles não sabem nada, apenas que o têm que salvar! Há mistura de amizade, algum romance, mistério, mas acima de tudo um tema bastante pesado sobre depressão, arrependimento e até suicídio. 
São muitas as emoções à flor da pele, mas confesso que gostei mais da primeira parte que da segunda, senti que a segunda foi um pouco repetitiva e até que dava demasiados spoilers à medida que se ia lendo, o final foi um pouco abrupto e até previsível, mas confesso que gostei imenso de ler o Orange por retratar sentimentos que são sentidos por muitos adolescentes, principalmente os que têm uma situação familiar problemática como a de Kakeru, no entanto, de forma bastante espaçada. Apesar de Kakeru e Naho serem as personagens principais, foi Suwa com quem mais simpatizei pelo seu altruísmo e companheirismo, por ser o rapaz ideal de qualquer rapariga e, no entanto, não ter um final tão feliz nesse aspeto. Confesso que não gostei tanto da explicação do buraco negro ou triângulo das Bermudas para o "milagre" das cartas serem enviadas do futuro para o passado e considero que até foi um detalhe mal explorado e explicado.
Quanto ao anime, ainda não o vi todo, mas parece-me que será menos repetitivo e confuso, se alguém já viu este e quer uma sugestão de algo semelhante recomendo o Erased - Boku dake ga Inai Machi.

4 estrelas em cada livro, ainda que o segundo seja mais 3,5, no goodreads!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

BookTube-A-Thon: Maratona Literária | Dia 3

Durante o terceiro dia tentei apenas acabar o livro "The Virgin Suicides", sendo que lhe dei 3 estrelas no Goodreads e participei tanto nos sprints do twitter como do youtube e do instagram. Por fim editei o vlog do dia 2 e do dia 3.

Vídeo da Chantal:


O meu vídeo:


Vlog dias 2 e 3:


Desafio do Instagram:


terça-feira, 19 de julho de 2016

BookTube-A-Thon: Maratona Literária | Dia 2

No segundo dia da maratona literária BookTube-A-Thon continuei a ler os dois livros do dia anterior, li 58 páginas do "The Virgin Suicides" e terminei de ler "MAUS" de Art Spiegelman, ao qual dei 5 estrelas no Goodreads. Participei no 2º desafio de youtube no qual tínhamos que recriar um local de um livro, eu escolhi fazer uma cidade de papel para o livro "Cidades de Papel" de John Green.

Vídeo da Catriona:


O meu vídeo:


Participei em dois sprints do twitter e no desafio do instagram de tirar uma fotografia a um conjunto de livros que formasse o arco-íris:

sábado, 1 de agosto de 2015

Opinião: Where'd You Go, Bernadette - Maria Semple

Eu já andava a ver este livro pelo goodreads/instagram/youtube e adorava a capa, além de que só lia boas opiniões acerca dele, daí que (por impulso ou não) decidi comprá-lo e devorá-lo sem sequer saber propriamente do que se tratava, apenas que é um livro de ficção para adultos (principalmente o público feminino) e que tem algo de misterioso. O livro passa-se em Seattle e na Antárctida, uma vez que Bee, a filha de Bernadette, acaba a escola como melhor aluna e pede aos pais uma viagem até à Antárctida. Os pais aceitam, mas Bernadette é uma mulher algo reservada e pouco sociável, sendo que tem uma assistente na Índia que trata de todos os seus assuntos, inclusivamente da organização da viagem. O marido de Bernadette sempre um pouco ausente de casa e da família por trabalhar na Microsoft começa a notar alguns comportamentos estranhos nela e acha que o melhor é interná-la. É nesse momento que Bernadette desaparece sem deixar qualquer pista, sendo que a maioria das pessoas pensa que ela terá morrido, no entanto, a filha insiste em investigar e procurar a mãe com alguma ajuda do pai. É uma leitura rápida e leve (até porque não é um texto corrido, mas sim cartas e e-mails misturadas no texto normal), é um pouco previsível, mas a caracterização das personagens, principalmente da Bernadette, é bastante interessante de acompanhar. O fim em si foi provavelmente a parte que me desiludiu um pouco pois achei um tanto confuso e algumas personagens secundárias ficaram sem um rumo propriamente definido. 
No goodreads dei 4 estrelas e com esta leitura completei 3 categorias do 2015 Reading Challenge: Um livro escrito por uma mulher (Maria Semple); Um mistério ou thriller (creio que se pode inserir na categoria do mistério); Um livro baseado principalmente na capa (foi, de facto, o elemento que me cativou para ler o livro).

sábado, 17 de janeiro de 2015

Opinião: Animal Farm, George Orwell

Já há bastante tempo que queria ler o livro "Animal Farm" de George Orwell, primeiro porque dei este autor numa cadeira de literatura inglesa da universidade e fiquei extremamente curiosa por ler um livro dele, segundo porque adorei a capa desta edição que foi a que comprei. Li o livro em inglês e, para além de ser bastante curto (menos de 100 páginas), é de uma leitura fácil e rápida. Por isso mesmo, foi o livro que escolhi para ler durante a época de exames e trabalhos de mestrado, já que não ia conseguir conciliar uma leitura mais extensa.
Quanto à obra em si, superou as expectativas, adorei a alegoria em que os animais se revoltam contra a tirania humana, mas ainda assim, a falta de memória aliada à falta de inteligência de alguns dos animais faz com que sejam facilmente pelos líderes da revolução, os porcos, aceitando a máxima "todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros". A verdade é que ao ler este livro não associei apenas ao contexto passado em que muitos países da europa viviam em regimes fascistas e comunistas, mas também aos dias de hoje em que muitos de nós julgamos viver em plena democracia, todos iguais com os mesmos direitos e deveres, mas a verdade é que temos conhecimento de muita corrupção, muitas ilegalidades, e simplesmente deixamos as coisas acontecerem e deixamos que muitos animais que por aí andam sejam mais iguais que os restantes. 
Para concluir, foi uma excelente primeira leitura de 2015, fez-me reflectir, fez-me rir, fez-me ter vontade de ler mais alguma coisa deste autor. Dei 4 estrelas no goodreads e recomendo plenamente!
Com esta leitura consegui completar 3 das categorias do 2015 Reading Challenge: um livro que se tornou num filme (foi feita uma ou duas - não tenho a certeza - filmes de animação baseadas no livro), um livro cuja história é situada num país diferente (passa-se na Inglaterra) e um livro censurado ou proibido (como podem calcular muitos países com regime totalitário não queriam um livro deste género a vaguear pela sociedade, mas alguns exemplos de países em que o livro foi proibido são a Rússia e a China).

domingo, 19 de outubro de 2014

Opinião: A Monster Calls, Patrick Ness

Comecei a ler este livro por dois motivos: por andar já há muito tempo absolutamente ansiosa por ler algo deste autor; para um trabalho universitário de edição. Quanto ao primeiro motivo, penso que superou as expectativas que eu tinha, adorei a escrita do autor, adorei como certos pormenores como os 3 contos contados pela árvore se interligaram e fizeram tanto sentido no final. Quanto ao segundo, espero que a Professora aceite a minha escolha de livro para o trabalho, porque sinceramente, agora que o terminei, não me vejo a trabalhar sobre outro que não este...
A maior parte das pessoas que lêem este blog não me conhece nem à minha história de vida, mas digo-vos, nunca um livro teve tanta ligação comigo como este e, talvez por isso, me tenha emocionado tanto a lê-lo, digo com sinceridade que a cerca de 60 páginas de o concluir tive que interromper por momentos para chorar por me rever em tantos sentimentos expostos na história!
Quando eu era pequena tinha imensos pesadelos com um robusto e extremamente alto pinheiro manso que existe em frente da minha casa, acordava constantemente a chorar e a gritar por sonhar que o pinheiro caía em cima da minha casa e nos matava a todos até que, um certo dia, o meu avô (a pessoa mais importante da minha vida!) abdicou do seu tempo de adulto para escutar os meus medos e explicar-me que a natureza, independentemente do seu tamanho, nunca estaria contra mim, pelo contrário. Além disso, ele faleceu com uma infecção nos pulmões da medicação forte que lhe deram enquanto esteve internado no hospital, tal como a mãe do Conor.
Além do enredo completamente realista ainda que contenha o tal lado mais sobrenatural que é a árvore encarada como um monstro, do tema um pouco mais pesado da doença terminal que se supõe que seja o cancro ainda que sempre com a crença constante da cura, as ilustrações de Jim Kay complementam o livro de uma forma absolutamente incrível!
Dei 5 estrelas no goodreads se pudesse dava muitas mais, recomendo a toda a gente, é um livro que se lê muito rápido e se conseguirem, leiam a versão do livro que tem as ilustrações pois há edições que não têm.

domingo, 21 de setembro de 2014

Opinião: Debaixo de Algum Céu, Nuno Camarneiro

Comecei a ler este livro na maratona de agosto e com o começo da universidade só na última quinta-feira, dia 18, é que o consegui concluir, apesar de não ser um livro extenso (200 páginas) e ter uma linguagem simples, no entanto, bastante poética o que me cativou imenso. Retrata várias histórias extremamente realistas dos vários vizinhos de um prédio à beira-mar. O livro está muito bem escrito, com citações absolutamente deliciosas, um enredo interessante mas ao mesmo tempo bastante previsível, personagens muito realistas mas com as quais não me consegui propriamente relacionar nem criar qualquer tipo de ligação, simplesmente não senti que eu conseguia pertencer à acção...
Esta obra foi a primeira que li de Nuno Camarneiro e ganhou o Prémio Leya em 2012, no entanto, sinto que não é uma ideia assim muito original, uma história que se passa pelo cruzamento das várias vidas dos habitantes de um prédio, pois já tinha lido no ano passado um livro bastante parecido:"As Luzes nas Casas dos Outros" de Chiara Gamberale que, apesar de tudo, teve um final bastante mais surpreendente que este livro...
No Goodreads dei 3 estrelas porque, apesar de ter uma escrita bastante poética e interessante, não teve qualquer efeito de "wow!" por ser demasiado previsível, no entanto, recomendo a quem queira uma leitura Portuguesa mais leve e quero ainda tentar ler outro livro do autor porque realmente a maneira de escrever dele foi do que mais gostei.
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